segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

beleza

O belo atrai. Todo tipo de beleza encanta, ela é alimento aos espíritos nobres. Porém se até o tempo é relativo, como poderíamos dizer o contrário da beleza? A beleza estará nos olhos de quem vê? Existirá uma essência do que é belo? Haverão coisas que universalmente são consideradas repugnantes e feias?

domingo, 18 de janeiro de 2009

qual é a medida do desejo?

Já é senso comum às pessoas de bom senso que o desapego é algo valioso. Porém este conceito pode não estar claro. O que esta palavra quer realmente dizer? Palavras orientam práticas humanas e a prática oriunda deste conceito não é clara a quem escreve. Porquê não é clara: vivendo em desapego os desejos são deixados de lado e isto é positivo. Mas a ausência total de desejo pode tornar o ser humano apático; não ter nenhum desejo é, portanto, negativo. O desapego mostra-se paradoxal.
Existirá um meio termo, um equilíbrio na prática do desapego? O que se deve e o que não se deve desejar?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

diagnóstico

O que chamamos de doença mental é algo que é encarado como um transtorno psiquiátrico, psicológico, enfim.
Será que não seriam meramente mazelas espirituais?

domingo, 11 de janeiro de 2009

hábitos humanos

O ser humano ao longo dos séculos vêm se tornando cada vez mais materialista e isto é óbvio. Só que isto tende a ser um hábito, um comportamento que esvazia o lado mais importante da vida humana, a saber o espiritual. A ganância por terras, ouro, jóias, dinheiro e etc., faz do homem um ser limitado a coisas passageiras e isto tem implicações espirituais negativas. Parece-me que este processo é irreversível (tomara que eu esteja enganado).
O que será de um espírito recém desencarnado que durante a sua vida sómente se preocupou com as coisas e assuntos terrenos?
O sistema político-econômico no qual vivemos faz com que nos atenhamos sómente com o terreno. Quando a vida acabar, nenhum bem material que conquistamos terá valor. Outros valores estarão em jogo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

certeza

Não há o certo. A vida é um mar de dúvidas. O maior erro é ter certeza. Erro maior é querer impor suas certezas aos outros. A norma só destrói a mente pensante. A regra tira a liberdade. Irritante é o humano que, à partir de sua única e exclusiva ceteza, busca convencer o outro.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

passagem

Decompor para repor. A decomposião está a serviço da vida. O que é vivo vai se decompor. O que está morto, o que é morto, nada mais é que o caminho para o renascimento. Os mortos muito têm a nos ensinar. Não devemos temê-los e sim respeitálos. Nos cemitérios transborda-se sabedoria. Estar em contato com os mortos nos faz pensar na vida e na passagem. Todos iremos passar. Seremos mortos um dia. O renascimento está para todos, não devemos temer nem a morte e nem os mortos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

progresso III

Não entendo a teoria marxista. Estudeia-a por quatro meses em uma tal instituição. Mas não dou valor a ela.
O dinheiro fala mais alto a muito tempo. O humano vive em função do dinheiro. Escravos somos deste pedaço de papel.
Porém o caos/progresso/destruição, movido além de outras coisas pela lógica monetária,levará, como sempre digo, à destruição do que conhecemos. O fato é que quando o caos estiver instaurado, o pedaço de papel que históricamente ganhou o nome de dinheiro, não terá valor algum. No auge da destruição, quando ela se tornar presente à humanidade o dinheiro não terá valor. Outros valores permearão o pensamento humano. O dinheiro é algo vazio.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

mulher

sua aparência é sútil, clara e lânguida.
sua presença disperta uma nobre sensação de prazer.
algo que acontece nos pensamentos.
tranquilo e poderoso é o seu semblante.
pouco pode-se falar dela, sensações.