sexta-feira, 1 de maio de 2009

progresso IV

Pode mudar o sistema econômico, o sistema político. Pode mudar o que for nas estruturas sociais. Nada impedirá a lógica progresso/destruição.
O que é necessário é uma mudança atômica, em cada ser humano. Uma mudança etérica em cada coração humano.
Caso contrário rasgaremos dinheiro em pouco tempo, pois ele não terá mais valor...
É o indivíduo que precisa mudar e não as estruturas sociais.
Do contrário a humanidade se auto extinguirá.

desejos obscuros II

O que acontece com os desejos de alguém que acabou de desencarnar?
Perduram no além vida?

realidade

A mente tem tanto poder assim quanto falam os escritores de livros de auto-ajuda?
Podemos criar a nossa própria realidade segundo a nossa vontade?
Ou o real, o que está posto é preponderante?
Alguém aí?

liberdade

A sociedade ocidental, num ímpeto de libertação, poderia viver relações poligâmicas ou libertárias? O ciúme é algo intrínseco a nossa vivência aqui no ocidente? Espero respostas...

sexta-feira, 20 de março de 2009

valeu Guattari

Três campos de discurso. Três pré-realidades postas para normatizar, equivaler, massificar. O Capital, que equipara o valor de todas as ações e coisas; o Significante, que limita a expressão ao compreensível regrado; e o Ser, que nos cega para as multiplicidades sutis de territórios não-demarcados.

Para Perizin InuYasha: pressupor a existência da coisa quando ninguém a vê, assumir que o espaço é anterior ontologicamente ao tempo, essa é a crença fundamental do materialismo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

ficou para tráz.

A nossa sociedade industrial também pode ser conceitualizada como declinante. Seus valores estão em declínio no que toca à sobrevivência do ser humano. As máquinas, a tecno-ciência e as entidades monetárias estão em primeiro lugar, em detrimento da vida humana.
Experiências que antes conseguiam preencher toda uma sociedade, de forma simbólico-cultural, ficaram para tráz. Hoje reina o indivíduo, o objeto e as mazelas psicológicas/espirituais produzidas por esta sociedade massacrante.
Instaurou-se o fim da vivência grupal totalizante. O que há , hoje em dia, é só uma fraca nostalgia do que acontecia nos tempos ancestrais. Estas nostalgias, são as ultimas gotas de água no deserto. Se quizer, aproveite-as.

quarta-feira, 4 de março de 2009

decomposição

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Do Tempo I: paisagismo

Caminho por ruas sutis.
Cinzaclaro distante.
Absorto em você.
Posso mergulhar em tua cor
tanto quanto é minha cor.
Logo, me limitas.
Meu é teu círculo.
Meus são teus olhos.
Logo, me amplias.
Dá-me tua língua
e dou-te um sentido.
Lapido. Teço. Moldo tua natureza em mim.
Mostra-me quilíceras
e dou-te mortalidade.

Comigo serás
até que eu não te seja mais.



A natureza íntima da subjetividade é o Tempo. Dele ramificam-se os outros aspectos. A sucessão de imagens conectadas umas às outras no Tempo nos dá a idéia de espaço. A sucessão de fatos no espaço nos leva à causalidade. Mas o círculo do Tempo é limitado. Eventualmente nos veremos fora dele.

A superfície do Tempo é rugosa, passível de topografias.

...uma planície matinal, uma praia vespertina, uma falésia noturna...