quinta-feira, 5 de março de 2009

ficou para tráz.

A nossa sociedade industrial também pode ser conceitualizada como declinante. Seus valores estão em declínio no que toca à sobrevivência do ser humano. As máquinas, a tecno-ciência e as entidades monetárias estão em primeiro lugar, em detrimento da vida humana.
Experiências que antes conseguiam preencher toda uma sociedade, de forma simbólico-cultural, ficaram para tráz. Hoje reina o indivíduo, o objeto e as mazelas psicológicas/espirituais produzidas por esta sociedade massacrante.
Instaurou-se o fim da vivência grupal totalizante. O que há , hoje em dia, é só uma fraca nostalgia do que acontecia nos tempos ancestrais. Estas nostalgias, são as ultimas gotas de água no deserto. Se quizer, aproveite-as.

7 comentários:

brag disse...

que catastrófico! é normal o mundo se destruir com o tempo... eu acho que o problema é que falta gentileza geral..... gentelesa gera gentelesa
daí nao precisa ficar com saudades da ancestralidade..... só pq se imagina a outras situações mais agradaveis.... a fita é agradar os outros e é nois

Perizin InuYasha disse...

"é normal o mundo se destruir com o tempo..."
Quanta resignação, meu caro sambista boêmio.

brag disse...

resignar-se à impermanencia já é uma boa tarefa!

rafael fittipaldi disse...

A Nostalgia vem (também) da dissociação, no seio das palavras, entre a ressonância acústica, musical, articulada e a configuração subjetiva que ela agencia. Essa configuração, no Ocidente, autonomiza-se de maneira a cumprir funções exteriores à palavra mesma - funções propriamente voltadas à dominação. Dominação do desconhecido autóctone, do perigo à vida organizada, do inconsciente enquanto ameaça à coesão do complexo do eu e aos territórios coletivos de produção de subjetividade maquínica.

Perizin InuYasha disse...

É fácil ser resignado quando se tem o que comer.




Rafael Fittipaldi:
O que seriam territórios coletivos de produção de subjetividade maquínica?

rafael fittipaldi disse...


mass media...

leo disse...

fale um pouco mais sobre nostalgia e dominacao do inconsciente enquanto ameaça à coesão do complexo do eu. por favor.

o pior peri, se a barriga cheia 'e bom aconchego para a resignacao, 'e que a fome, se alem de fraquejar e mortificar, poderia ser mais gritante.

mas, tendo a desconfiar um pouco de nostalgias. apesar do brag ter sido um tanto simplista, eu realmente acho muito proficuo certas consideracoes positivas sobre as sociedades da tradicao nao europeia ocidental.

mais pela forma fortuita e tola como sao muitas vezes usadas comparacoes. tao belas quanto, por vezes, surreais. ou com um corte por demais especifico, que ignora diversas outras coisas.

por conclusao, acho que um monte de gente fala um monte de bobagens, mas que essas outras formas de vida tem/tinham muitas coisas das quais nao entendemos e poderiamos nos maravilhar.

ficou pra traz.

pra mim o problema 'e o capital e a exploracao/dominacao. a maquina 'e o problema???